23 junho, 2017

Les Feux de la Saint Jean

Este é um fim de semana de festa aí em Portugal. É o fim de semana em que se festeja o São João, se dá umas marteladas e se comem sardinhas. 

Aqui, em Mons, o São João festeja-se de uma forma diferente. Para começar só se festeja no próximo fim de semana. Há vários concertos, há barracas com comida, outras com bebida e, no sábado à noite, há o Feux de la Saint Jean, que é como quem diz o fogo/fogueira de São João. E em quê que consiste o Feux de la Saint Jean? Basicamente quem estiver interessado compra uma tocha e segue um cortejo com a tocha acesa, desde a praça principal (Grand Place de Mons) até outra praça (Place Nervienne); uma vez na Place Nervienne, cada um deve atirar a sua tocha para um sítio específico e bem preparado para evitar desastres, até se formar uma enorme fogueira. Aqui o fogo tem como papel principal representar o sol, o calor, a luz e a incontrolável natureza.  


Esta foto foi tirada no meu primeiro ano na Bélgica, em 2012.
Desejo um ótimo fim de semana a todos e... Bom São João 🎈🎈🎈

21 junho, 2017

Aula de Tae Bo ao ar livre

O tempo na Bélgica está tão bom, tão bom que até convida a uma aula de Tae Bo no exterior. Fomos brindados com sol, mas obviamente estávamos à sombra e corria uma brisa muito boa! 

Para ser sincera tive menos calor no exterior do que costumo ter no interior. 

Para perceberem melhor o que é Tae Bo mostro-vos uma pequena amostra (mínima) do que foi a aula de ontem.

video



Desejo uma boa quarta-feira a todos

19 junho, 2017

Osseyan: calções de banho à prova de água

A Osseyan nasceu após dois anos de projeto, entre a Bélgica, a França e a Alemanha, com a finalidade de criar uns calções de banho à prova de água

Estes calções têm um bolso hermético que permite colocar qualquer acessório (telemóvel, chaves, dinheiro, relógio, etc), e garantir que todos os acessórios estão secos, sãos e salvos após uns bons mergulhos. Além do bolso hermético foram criados com material de qualidade, garantindo assim o conforto de quem os possa vir a usar. 


 
Achei esta ideia brilhante! Poder ir à praia sozinho, ir à água sem a preocupação de que alguém possa roubar a carteira, telemóvel ou qualquer outro acessório. É genial! Pode ser útil para os nadadores-salvadores, que normalmente andam com o telemóvel no bolso, e se tiverem de entrar em ação, esquecem-se que têm o telemóvel no bolso, entram na água com ele e bye bye telemóvel! A única desvantagem é o preço! E, pelo menos por enquanto só há para calções de banho, não há para bikinis ou fatos de banho. Mas, como diz o meu marido, não sei até que ponto, um só bolso seria suficiente para pôr todos os nossos acessórios 😝




Queria aproveitar também para dizer que sinto uma profunda tristeza com tamanha tragédia em Pedrógão Grande. Ver estas imagens de carros carbonizados, vidas perdidas, casas destruídas, o desespero de toda uma população é simplesmente agonizante. Muita força para Portugal e, principalmente, muita força para todos os que foram afetados por tamanha tragédia.  

Bom início de semana para todos ✨✨

14 junho, 2017

Caramelo salgado

Só conheci esta maravilha (caramelo salgado ou caramelo com manteiga salgada) no ano passado numa viagem que fiz até à Bretanha. Numa primeira abordagem torci o nariz, porque nunca gostei muito da mistura doce e salgado, mas depressa mudei de opinião. Acredito que seja calórico, mas é uma autêntica delícia e de vez em quando também temos de nos mimar, concordam? 



Há por aí alguém que também ache esta combinação de caramelo e manteiga salgada uma delícia?

Um bom feriado a todos ✨ 

09 junho, 2017

Serei só eu que ... #2

Adoro receber miminho dos meus pais, mesmo já sendo uma mulher casada e com um filho? 

Não há amor como o deles! Não há melhor porto seguro! 

E este fim de semana vou gozar desse miminho, porque eles vêm visitar-me 😍 


Desejo a todos um ótimo fim de semana, cheio de mimo

05 junho, 2017

Balanços positivos do doutoramento: viagens

Aqui há uns tempos falei-vos dos balanços positivos do doutoramento e referi-me às amizades que fui conquistando ao longo destes quatro anos. As amizades são, sem sombra de dúvida, a parte mais importante dos balanços positivos. Mas há mais!!! Por exemplo, as viagens! Eu adoro viajar e sei que não sou a única, não é verdade? Claro que não basta querer e gostar de viajar. Neste caso, eu só podia viajar quando haviam conferências interessantes na minha área de investigação e quando tinha resultados relevantes para apresentar. Se este último ponto não se concretizasse, a conferência podia ser o top dos topes, mas não havia viagem para ninguém. 

Apesar de eu adorar viajar, este tipo de viagens provocava-me um nervosismo miudinho durante vários dias. Viajar para participar numa conferência implica: preparar uma apresentação em inglês, apresentar em inglês para um auditório, ser questionada sobre o trabalho de investigação à frente de toda a gente que esteja a assistir à apresentação. Resultado: nervosssss, ..., muitos nervos!!! Mas, depois da apresentação sentia-me livre como um passarinho. 

O objetivo maior destas viagens eram as conferências, mas havia sempre tempo para passear e conhecer um bocadinho as cidades em questão. 

O doutoramento, que tantas dores de cabeça me dá 😜 ... Sim, eu ainda não acabei. Estou na parte da escrita, que é dolorosa e lenta! Mas já vejo a luz ao fundo do túnel. 

Continuando com as viagens, eis as cidades para as quais viajei enquanto doutorada:

Viena, Áustria: A minha primeira conferência foi na maravilhosa cidade de Viena. Não foi a minha primeira vez na cidade e, com certeza não será a última. Viena é uma cidade encantadora e uma das minhas favoritas da Europa (das que conheço 😉). Tudo é lindo e extremamente limpo. É uma cidade acolhedora e daquelas onde me consigo imaginar a morar lá. Quando penso em Viena, o Belvedere é uma das primeiras imagens que me vem à cabeça.

Belvedere. Imagem retirada daqui
Bom jesus, Braga, Portugal: Ora bem, eu já conhecia o Bom Jesus, em Braga, mas ter oportunidade de ir até ao meu país, a uma das cidades onde estudei, sem ter de pagar nada é muito bom 😆 Esta foi a melhor conferência de sempre. Além de ter sido num sítio lindo, foi das conferências mais inspiradoras e a mais útil para mim. E a comida??? Se há coisa da qual nos podemos orgulhar é da boa comida que temos ... Uma delícia! E toda a gente estava maravilhada com a qualidade e quantidade dos nossos pratos. 
Esta imagem está um pouco escura, mas representa bem o desespero de uma das participantes desta conferência. Eis que uma menina francesa, não percebeu bem as informações, não fazia ideia de que havia elevador e ... imaginem o que lhe aconteceu??? Teve de subir esta escadaria, carregada com uma mala e com 30°C!!!

Imagem retirada daqui
Trondheim, Noruega: Nesta conferência já não estava sozinha. O meu Tiago já estava na minha barriga! Esta conferência foi em Junho e posso confirmar-vos que à meia noite ainda estava de dia! Era muito estranho, mas era muito bom. Aqui comi o melhor salmão de toda a minha vida ... Tão, mas tão saboroso! A imagem que tenho de Trondheim é exatamente esta, com casas de várias cores, à beira rio. Parece uma cidade simpática, mas no único dia que tive para visitar a cidade estava um frio e vento nada convidativos a passeios.

Imagem retirada daqui

Já vos contei que estive 5 semanas em Montréal, Canadá, mas não fui a nenhuma conferência. Aí o tema foi outro, que deixarei para uma outra publicação.


E por aí, quem gosta de viajar?

31 maio, 2017

Esperança

Esperança é a palavra escolhida pela Cris Loureiro, autora do blog a vida não tem de ser perfeita e fundadora do desafio palavras quase perfeitas, para o mês de maio.

Poderia falar de imensas situações, momentos vividos, sonhos, perspetivas relativas à esperança. Mas vou partilhar uma notícia que vi há cerca de quinze dias e que se adequa perfeitamente à definição de esperança.

Dois irmãos refugiados, naturais da Síria, chegaram à Bélgica em 2013. Passaram por várias dificuldades, desde linguísticas, aceitação, desemprego, ..., entre muitas outras. Sofreram e ainda sofrem pela distância que os separa da família e pela preocupação constante em saber se estão a salvo. 

Imagem retirada daqui
Depois de cursos de francês, de alguns empregos e de uma formação culinária, eis que estes irmãos decidem abrir um restaurante, o Jèbneh, para nos darem a conhecer um bocadinho do seu país.  Do menu constam falafel, homus, baclava, várias sobremesas de queijo, milkshakes e muitos outros petiscos. E é tudo cozinhado por eles. É um restaurante pequeno, mas muito acolhedor, jovial, cheio de sabor, irradia simpatia e esperança.

Esta é uma história com um final feliz, com um final de esperança, que me faz acreditar num futuro melhor, com oportunidades para todos, independentemente da sua origem, cor ou religião.

Tal como a maioria dos emigrantes, os irmãos Yaman e Amir Bach vivem na esperança de regressar à cidade natal, de seu nome Alepo. 


Uma ótima quarta-feira a todos